Aproveitando que tem um concurso cultural por aí, vou postar esse rascunho (finalmente!). É que nunca tive um propósito para postar essas perguntas que fiz a algumas amigas blogueiras.
Uma parte da minha vida foi marcada pela rejeição de minha aparência. Como sempre valorizei o conteúdo, ignorando a aparência, fui muito rejeitada por essa sociedade. Agora eu percebi que preciso aliar a aparência ao conteúdo. Por exemplo: de nada adianta ser super inteligente, se não aparenta nada disso?
É como um blog. Se um blog não for agradável ao olhar, de que adianta ser tão bem postado e com conteúdo? Por isso fiz as seguintes perguntas antes de começar a pensar em aparências:
1- Por que ser bonita?
Há tantos problemas no mundo que precisam ser resolvidos antes de escolher uma roupa para sair, né?
2- Por que cuidar de si mesma se o que importa é a beleza interior?
Quem vê cara não vê mesmo o coração?
3- Até quando a vaidade é saúde, e quando a vaidade vira vício?
Um limiar que ainda não consegui definir…
4- Tanto cuidado com nós é realmente necessário?
Sempre digo para nunca exagerar nas coisas…
Confira as respostas:
2- Ah, cuidados pessoais não são necessariamente pra ficar mais bela aos olhos. Gosto dos cuidados que envolvem sensações: cremes, essas coisas. É gostoso, relaxa… ficar bonita é quase uma consequência.
3- Acho que podemos dizer que é vício quando a pessoa deixa de curtir a vida por isso. Ex: toda a turma vai viajar pro sítio mas fulana não vai porque o secador de cabelos portátil quebrou e nenhuma das meninas vai levar um. Coisas tipo isso.
4- Pergunta difícil!
2- Bem, eu não acho que só a beleza interior importa. Como a nossa aparência é nosso cartão de visitas, porque não nos cuidar? Quando estamos bem por dentro, o resultado é que parecemos bem no exterior também. E, às vezes, quando a gente tá meio ruinzinha só o fato de mudar o corte de cabelo faz com que fiquemos um pouco melhor. =)
Até pode soar superficial, mas quando conhecemos alguém, a primeira coisa que notamos é sua aparência. Depois podemos (ou não) nos encantar com o que a pessoa realmente tem a mostrar.
3- Não exatamente medir um ponto, mas quando sua vida gira ao redor de parecer bem para os outros e você gastar todo seu dinheiro em cosméticos e cirurgias ao invés de pagar suas contas, é porque tem algo muito errado.
4- Claro! A gente cuida do que a gente ama, certo?
2- Quem disse que o que importa é a beleza interior? Para mim o que importa é bondade, compaixão e carinho. Beleza vem a reboque.
3- Ser bela não é ser vaidosa. Ser vaidosa-viciada é virar-se para si e esquecer do mundo. Isso é pior que vício.
4- Fundamental. Sem cuidado a gente desencaminha. É preciso atenção e cuidado com a gente, com o outro e com o mundo o tempo todo – o que não é possível, mas seria o ideal.
2- Porque a tal beleza interior precisa ainda de um corpinho pra habitar…
3- Vicio é todo dia se preocupar com o ficar bonita, passando a deixar outros objetivos de lado, dedicando tempo demasiado em Onoderas da vida. Quando a beleza deixa de ser cuidados com a aparência e passa a ser a essência, personalidade.
4- Teve uma época que fazia um tratamento de celulite bem bacana, mas a terapeuta só podia me atender sábado de tarde. Acabava que eu deixava de passar a tarde com o Edu. Atualmente tudo é questão de tempo pra mim… Mas Deus sabe o qto eu adoro um salão de cabeleireiro!!!
2- Vaidade é questão de sobrevivência, não de moral. As virtudes identificadas como “beleza interior” às vezes são usadas para
compensar uma falta de atritutos estéticos, o que é extremamente opressor. Ninguém deveria tentar ser uma pessoa melhor em oposição à própria aparência. Ser considerada bonita e cultivar essa beleza e agir de forma ética não deveriam ter nenhum tipo de interdependência.
3- Vaidade sai do controle quando se torna uma tormenta. A mulher brasileira é excessivamente ligada à estética como forma de auto-afirmação, a ponto de sofrer por não se enquadrar em padrões auto-impostos extremamente exigentes. A antropóloga Miriam Goldenberg tem alguns livros muito interessantes em que compara a mulher brasileira à alemã. As últimas se sentem bem com elas por serem emancipadas, por conquistas intelectuais e pessoais, por terem um projeto de vida. As brasileiras, na mesma faixa etária e social, por serem consideradas bonitas e gostososas pelos maridos. A vaidade que causa sentimento de estar inadequada é um veneno para a alma…
4- Cuidado é necessário; primeiro por questões de saúde, depois por questões de bem-estar. Mas é preciso ter um limite em que a pessoa se sinta confortável. Dei muita sorte com meu cabelo; em nenhum dia da minha vida, acho que ele esteve “ruim”. Nunca precisei de um tratamento especial, chapinha, cortes para dar jeitinho. Por outro lado, tenho um problema grave de celulite que não pretendo tratar, porque não consigo ver que benefício vai me trazer, principalmente diante do custo econômico e até emocional, da expectativa de ter um corpo mais parecido com os que são modelo, referência. É questionável e já ouvi até da minha mãe que ela me ajudaria a pagar um tratamento, que eu jamais cogitei pedir. Acho que o que vale, com relação à vaidade, é saaber quem no fundo você quer agradar.
2- Não acho que o que importa é a beleza interior. Acho que ambas importam igualmente. E mantenho: Me cuido para me sentir feliz. Dane-se o que os outros pensam ou acham… Quero olhar no espelho e me sentir bonita.
3- Acho que no meu caso, quando ser bonita vale tudo… Até deixar de comer ou induzir o vômito para ser/ficar mais magra. Quando beleza inclui gastrite, esôfago e gargantas machucados e um problema psicológico e psiquiátrico gigantesco é hora de repensar e tomar atitudes para ficar linda sem ferrar seu organismo por dentro! [Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço... rsrs]
4- Depende de como você quer ser vista [tanto pelos outros como por você mesma.]. Se você quer se ver cheia de estrias, celulites, acne, cabelo oleoso, quebrado e ressecado, unhas mal-feitas… Vai na fé, camarada. Mas se você quer olhar no espelho e gostar do que vê, os cuidados são extremamente necessários! =D
2- A beleza “exterior” é muito importante sim, principalmente pra auto-estima. Por mais que não gostemos da idéia, o que todos vêem, em primeiro lugar, é sua aparência. O conceito de beleza, de aparência, é social, e muito importante pra se sentir parte de um grupo. É meio como gosto musical, que define um pouco em que “grupo” você se encaixa. Com aparência eu vejo algo um pouco parecido: um emo se veste de preto mesmo num calor de 30 graus, mas para aquele grupo ele está bem vestido. Já pra um surfista, o que “pega” é estar com uma camiseta, bermuda, sempre bronzeado… Um pode não ser “bonito” no conceito do outro, mas para os respectivos grupos eles estao e é isso o que importa. A boa noticia é que esses “grupos” são cada vez mais diversos e aceitos; se antes ter piercing ou tatuagem era coisa de drogado, hoje é super normal ver clubbers com vários piercings e cabelo colorido andando pela rua – e o mais legal, na mesma rua que um judeu ortodoxo de chapeu e barba comprida e um engravatado almofadinha. Então beleza exterior, nesse sentido, é muito importante sim.
3- Até quando a vaidade é saúde, e quando a vaidade vira vício? Quando existe exagero. Isso vale pra modelos muito magras, ratos de academia muito bombados, surfistas que torram no sol… Nesses casos há danos à saúde que poderiam ser evitados se não houvesse exagero.
4- Tanto cuidado com nós é realmente necessário? Claro! Quer melhor investimento que nós mesmos? :P
Carla do Brasil
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2- Esse papo de beleza interior, pra mim, é balela. Como a Lúcia falou, tem outros nomes para isso: respeito pelos outros, honestidade, decência, bondade. E, de verdade, por que isso tudo tem que ser oposto a cuidar de si?
3- Saúde é uma coisa, vaidade é outra. Elas podem andar juntas, quando a gente faz exercício regularmente para não engordar, ou bem distantes,quando a gente toma um monte de remédios, sem receita, para emagrecer. Se é para ter uma medida, eu fico com a saúde, que garante melhores efeitos a longo prazo.
4- É. Seja para “estar agradável aos olhos dos outros”, seja para manter a saúde e a qualidade de vida, seja para olhar no espelho e falar “bah, eu faria!”. O auto-cuidado é sinal de que as coisas vão bem dentro da cachola. E olha, estar com a cachola funcionando direitinho faz uma diferença danada, pra gente e pro mundo.
Jacqueline S. Lafloufa
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2- Assim, partindo desse princípio, por que estar bonita? Eu acho que é principalmente uma forma de se tornar mais autoconfiante, sentindo-se bem consigo mesmo, as pessoas costumam fazer as coisas de uma forma bem melhor.
3- Vaidade vira vício quando ela vira máscara. Sabe aquelas meninas que começam com uma cirurgia nasal pra consertar um nariz adunco e depois desbancam para colocar peito, bunda, tirar gordurinha e tudo mais? Isso é ruim. Isso é esconder um problema emocional com tratamento estético. Esse é o cúmulo pra mim.
4- Assim, eu acho que o cuidado é sim necessário, mas como tudo na vida também tem limites. Se cuidar, mas sem querer alterar a sua essência, alterar o que se é. Quer mudar um pouco o nariz? Acha que as orelhas são grandes? Ter um pouco mais de peito te faz feliz? Alisar a sua juba encaracolada vai te dar mais auto estima e confiança? Então faz. Mas tem que tomar cuidado pra que a sua aparência não vire uma obsessão e você acabe uma máscara, e não o que você realmente é.
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