*Eu tinha que começar um post assim*
Terminei de ler o Trindade, O Romance da Irlanda. Claro que não foi essa versão linda, maravilhosa, tudo de bom, mas a versão brasileira Herbert Richards. Até porque não gosto de ler livros em inglês! Seja lá o que for, esse livro tem muita história para contar, em todos os sentidos.
Pois bem, esse foi o primeiro livro que eu troquei na última Troca de Livros. Sabe, foi daqueles livros que você olha e se apaixona. Lindo, caso de amor com o livro, só mesmo eu! Nem lembro qual livro eu troquei por esse, só sei que agora ele é da casa, como se eu o tivesse há anos. E bota anos nisso! Tá todo velho e riscado, só para se ter uma ideia (pelo menos está inteiro!).
Nem tão inteiro, claro! Logo no começo, há umas partes borradas e ilegíveis. Mas dá para ir entendendo ao longo do livro. Como eu quase não tive tempo para ler, só o terminei agora. E ainda tive o apoio do feriado!
A história em si é ambientada entre o fim da Grande Fome Irlandesa do século XIX, e a Guerra de Independência da Irlanda. Fala de três famílias completamente diferentes entre si, mas que acabam se entrelaçando ao longo do livro. Os Larkins, os Hubbles, e os MacLeods.
Tá bom, os últimos aparecem lá pelo fim do livro, mas é bem intensa essa parte. Os primeiros são os protagonistas, até porque é uma família de revolucionários em 4 gerações. Quatro gerações lutando por maiores direitos. O último dessas gerações, Conor Larkin, é amigo de um dos narradores. São três: o autor do livro, o amigo de Larkin, Seamus, e um contador de histórias que conta sobre a Grande Fome.
Esses dois amigos, por mais que quisessem ficar na Irlanda, acabam viajando o tempo todo por aí. Nem vou contar muito da história, pois assim perde a graça. Só sei que começa contando de revoluções e termina em outra. O livro não toca muito na Primeira Guerra Mundial, até porque coisas mais importantes estão acontecendo no livro.
O livro tem muita desgraça, muito fanatismo religioso (bota fanatismo religioso nisso! Dá até para desconfiar se isso foi/é real ou não!), muito sangue, e muita morte. Na verdade, começa com morte, termina com morte. Claro que tem partes interessantes, belas, surpreendentes. Muita malandragem, que até parece que os irlandeses deram um pulinho aqui no Brasil. Há muitas referências sobre a América Latina, como Argentina e Paraguai.
O livro é uma boa mistura de fatos reais com ficção, o que põe em dúvida se alguns personagens são reais ou não. Já trombei com personagens que eu achei que eram ficção, mas que existiram meixmo. Charles Stewart Parnell é um bom exemplo. Seria legal ler o livro acompanhando os fatos via Wikipédia, para saber o que é ficção ou realidade. Fica a sugestão.
Um dos pontos mais interessantes do livro é que ele é cíclico. Tudo começa, desenvolve-se, declina-se, e volta ao começo, para recomeçar de novo. Tanto é que a frase que marca o livro é: na Irlanda não há futuro, apenas um passado que se repete continuamente… Achei macabro no começo, mas depois que eu li, reparei que ainda há luta na Irlanda. Pelo quê? Segredo!
Dica de post da: Rhiannon e Deby. Dê sua opinião também!


nhai, eu li o titulo e pensei ‘isso é a cara dela!’
o livro parece legal, apesar de eu não gostar mto de histórias assim e me refugiar nos romances, desde os classicos até os mais novos.
saudades daqui!
bjuxx ;*