Eu fui pra Bahia 2º Ato

No post passado, eu comecei a contar da minha viagem para a Bahia, mas apenas o que aconteceu antes da cuja. Antes de eu ter pegado o avião para viajar. Como tudo aconteceu para acontecer. Chega, já exagerei

No dia da viagem

Arrumamos (eu, mamãe e maninha) as malas e deixamos um bilhetinho muito fofo pro papai avisando que a gente iria. Até porque nada contamos pra ele (vai que uruca como no meu niver!). Imagino ainda a cara que ele faria se eu contasse com antecedência da viagem.

Pegamos um táxi do amigo da minha mãe que já tinha negociado com ela. Pensei que o cara era um velhinho daqueles que só faltam a pança para ser Papai Noel (hã?), mas minha mãe falou que ele tinha jeito de pagodeiro. Mas o cara era mó mano, até torcia pro Timão Eo!

No aeroporto

Não deu pra negociar com o mano a volta. Ele tava enrolado! Chegamos tão cedo (em relação ao voo…) que acabei por jantar lá. O incrível é como aparecem pedintes em pleno aeroporto. Como chegaram lá? Será que são mesmo necessitados? Por que crianças? Onde estão seus responsáveis? E por aí vai.

O aeroporto que embarcamos é o de Guarulhos. Enorme, gigante, imenso! Agora entendi porque há pessoas que passam o fim-de-semana no aeroporto mesmo sem voo marcado. É muito divertido ficar no aeroporto se divertindo (sim, pleonasmo pra enfatizar).

Tinha mó filão pro check-in, decidimos aproveitar. Sacanagem foi ter que abrir as malas de mão para tirar os aparatos de unha porque só são permitidos em bagagem. Até a pinça não poderia ir na mala de mão! Também, com cada doido que viaja de avião, só mesmo precauções a altura.

Fila de embarque

O cara tinha falado que poderíamos já ir pro portão de embarque. Não demos outra, fomos lá. Só que… Ficamos quase duas horas esperando a autorização do embarque, e mais uma hora pro avião poder decolar. Não foi lá confortável. Até porque tivemos que aguentar o povo com seus chiliques de estou voando pela primeira vez.

Tinha uma tv que falava de pontos turísticos (brasileiros, claro), cheio de gafes. Sendo que a pior é o Cristo Redentor ter metros quadrados de altura. Pensei que metro quadrado era uma medida de área, mas quem eu sou pra ensinar matemática pra agente turístico?

Passamos por um longo corredor, uma verdadeira tubulação que desemboca direto no avião. Sentamos no lugar errado (pra variar, uma gafe!), e a mulher que era do lugar tinha medo de falar conosco. Parecia que iria começar a chorar a qualquer momento.

Ganhamos revistinha da Gol (excelente pra exercitar os dedos folheando…), lanchinho fofo, e um voo tranquilo. Não tive nenhum problema em relação a enjoos (apesar de eu ter ficado com o saquinho pra vômitos na mão o tempo todo!), e cheguei acabada no aeroporto. Incrível como me cansei sentada e dormindo!

Chegando lá, meu tio!

Saí do avião tonta como uma barata procurando minhas malas. Sério, a minha foi uma das últimas a passar pela esteira. Tava tão afoita pela minha mala que nem percebi que passou a da minha mãe por mim. Parecia que eu tinha fumado todas. Pelo menos lá estava meu tio, para me dar mais segurança.

Eu tava com saudades do meu tio. Se eu não me engano, a última vez que eu o vi foi quando fui batizada no catolicismo. Muito tempo mesmo! Ele nos levou pra Várzea da Roça, no fim do mundo da Bahia. Literalmente. Passei a madrugada inteira no carro do tio indo pra lá. Nem deu pra dormir.

Porém quando eu cheguei lá só fiz uma coisa: dormir. É o que eu vou fazer agora e depois continuar a postar. Estou cansada…

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2 Responses to Eu fui pra Bahia 2º Ato

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