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Despedida da Bahia
Finalmente estávamos indo embora daquele mundo chamado Bahia. Eu tinha gostado muito, mas já estava ficando com saudades de São Paulo. Saudades do frio e tudo o mais. Fora que as aulas do cursinho começariam ainda em julho. Se eu ainda estivesse lá, ficaria mais tempo lá, mas a hora era de voltar. Fiquei o último dia arrumando as malas e batendo perna. Lembrando como as férias foram boas, e como no dia seguinte eu teria aula.
Passamos numa casa de um amigo e ficamos papeando por bastante tempo. Bom, na verdade minha mãe, pois eu estava mais interessada em brincar com um gatinho muito fofo junto com a minha irmã. Eu queria que o tempo passasse, queria logo entrar no avião. Era uma ansiedade louca para voltar pra casa.
No aeroporto
Jantei no Bob’s. Doce ilusão! Pensei que o atendimento seria como é aqui em São Paulo, mas não o é. É muito diferente! Mas não quer dizer que seja bom… oh! Frustração legal. Mas pois, deu pra forrar bem o estômago. E também no avião dão comida, né? Quer dizer, tem lanchinho! Com refri e balinha. Parece festinha de criança!
O check-in foi literalmente baiano. Falaram que o berimbau era arma branca e iria numa bagagem especial. Para explicar o que eram lembrancinhas ao atendente, tive de contar uma historinha de criança. As malas receberam todas uma etiqueta de frágil. Apesar de não terem sido tratadas como tal…
Ficamos enrolando tanto pra embarcar que quase perdemos o voo. Vimos cd’s, dvd’s, livros, lembrancinhas. Como lembrancinha em aeroporto é cara! Um verdadeiro pega-turista! Achei cd da Enya, do The Corrs, U2, tudo caro óbvio, entre vários artistas baianos dos quais não tinha ideia de suas existências…
O embarque e o voo
Embarquei chorando, morrendo de saudades do meu tio. Sei lá, parecia que tudo iria acabar, que eu iria acordar de um sonho bom para viver um pesadelo. Pena que o tio não pode ir comigo até o portão de embarque! Ficou lá fora vendo tudo. Tá bom, ele me levou antes para ver os aviões na pista principal (dá pra ver em um canto do aero, muito legal).
Demorou mais para voltar do que para ir. Seja na hora de preparar o avião, seja no voo até Guarulhos. A única coisa que foi rápida foi a decolagem. Ficou tão pouco tempo taxeando na pista que pensei que algo tinha dado errado (em Guarulhos, claro! Lá ficou enrolando tanto!). Não tive a sensação de perda de chão como tive na ida. Porém a tive na volta. E teve turbulência. Se aquela sensação de que o avião parou no ar for a tal turbulência.
Confesso que eu achei divertida a turbulência. Não sei se foi excesso de confiança minha, ou excesso de imprudência minha. O pouso também foi demorado. Muito demorado. Só que eu estava tão emocionada, que só agora prestei atenção nisso.
As malas!
Essa turbulência acabou com uma das garrafas de cachaça que eu tinha trazido. Mas nada soube por um bom tempo. Fui retirar as malas na famosa esteirinha. E como demoraram pra chegar! Não só as minhas, como de todos os passageiros. Até o carinha da Gol sumiu (pensou que encheríamos a cara dele de alegria…)! Elas foram passando, e as minhas chegaram rápido.
O berimbau veio misturado a outros idênticos, sem mala nem nada. Tive que desenrolar o meu dos outros e aturar o povo que achou que eu estava levando o berimbau deles. Parece que nunca viram berimbau na vida e nem usaram um!
Fomos direto pegar um táxi. Negociei com os caras de uma empresa da região e fomos. Ao longo do trajeto (o cara foi rápido pra cacete!), comecei a notar um cheiro estranho, que foi confirmado ao chegar em casa: uma das garrafas havia estourado! E aquele cheiro bom de cachaça com canela invadiu o ar… Imagina só!
*Quase fiquei bêbada só pelo cheiro!*
Ao chegar em casa
Fizemos duas coisas: limpamos a mala e fomos dormir. Nem fui pro cursinho nesse dia. Fui no dia seguinte, e não fui no outro. Nem no outro, só voltaria as aulas dia 10…

Oii… agora foi xD~ … Atendimento bom fora de SP é raro… no Mato Grosso é bom eu ti agarantiu!
Vem cá se a blitz do bafometro parasse vocês que sei ia faze?
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Bjocas