Escrever deveria vir de dentro, brotar da alma, fluir como uma fonte. Deveria simplesmente sair, não ser o ato mecânico de uma máquina. Escrever deveria limitar, criar, proporcionar um ritmo natural para a vida.
Otimizar a escrita não deveria ser em relação a quantidade de textos por um período de tempo. Deveria ser no jeito de escrever, de quais palavras usar, qual hora parar, dar ritmo. Enfim, otimizar a escrita deveria ser na forma de dar vida, alma, energia à sequência de palavras.
Uma quebra no ciclo da escrita mata o texto. Ele se tornar inerte, sem vida, sem palavras, sem seu próprio significado. Torna-se fácil sentir a diferença de um texto vivo, energético, inspirador, entre um texto morto, mecânico, feito sem amor.
Simplesmente escreva, deixe fluir, abra as asas. Deixa a chuva cair e toque harpa com as gotas, ou lágrimas, ou sonhos.
Eu gosto de tocar a harpa da chuva,
de sons doces, sons suaves
sonhos, lágrimas, calma.
Vento, calma,
um véu de chuva
água e mais água
sonhos e mais sonhos
[lágrimas e mais lágrimas]

Escrever tem que vir da alma mesmo. E dá pra perceber quando um texto é escrito sem vontade e sem amor.
Eu faço isso, uso a escrita como forma de desabafo, fuga… Pra mim não importa se as pessoas vão entender ou não. Afinal, o texto é MEU, e sou eu que devo ficar satisfeita com ele antes de tudo, não é?
Beijos!