Fiz o Enem. Desde o dia que anunciaram as mudanças estou indignada. Traduzindo: há muito tempo olho este exame com um pé atrás. Claro que ele sempre teve má fama, a fama de provinha fácil, pontinho a mais na Fuvest. O lado bom do meu coração diz que a mudança de esquema foi para melhorar esta imagem.
Não lembro de como estava no dia em que eu me inscrevi, provavelmente irritada com o congestionamento do site. Lembro mais de quando adiaram o exame. Eu estava muito insegura, pois eu trabalhava e não me sentia pronta. [claro que comemorei quando adiaram, embora em silêncio]
Eu senti as provas no nível de Enem, com pegadinhas e decorebas desnecessárias (e ainda diziam que o Enem era o fim da decoreba!). Achei algumas questões muito parciais, sendo que uma insinuava um elogio a Hugo Chávez. Fora que a redação do Enem parece não gostar de ouvir a verdade… [tá, eu não estava com ânimo para escrever!]
Quase rodei a baiana quando vi minhas notas. Boas, mas em esquema de 0 a 1000. Fora que os pesos da minha carreira estão desproporcionais. Por que o peso de Matemática é o mesmo de Ciências Humanas, se em História quase não se usa números?
Fora que achei interessante esse tipo de vestibular: você primeiro faz a prova e depois se inscreve. Eu não veria problema nenhum se eu não tivesse que passar por péssimas para me inscrever no curso e na universidade que eu queria. Mas foi o que aconteceu, odiei o site.
Nem vou comentar se vou passar ou não. A nota de corte está oscilando mais que mar agitado e isso me preocupa. Se em um dia eu estou dentro, em outro estou fora. E por aí vai.

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