Amor pela História

A minha resposta à famosa pergunta o que você quer ser quando crescer? sempre variou. Não por indecisão, mas por uma decisão temporária. Ou seja, essa minha decisão por História pode ser temporária, apesar de tender para algo decisivo. Já que essa minha decisão é de 2, 3 anos atrás.

Parece pouco tempo, mas para quem sempre mudou sua opinião é algo muito firme. Eu sou fã da Enya há 4 anos. A Irlanda sempre me acompanhou. O Paganismo veio junto. Apesar das minhas notas em História não serem extraordinárias, sempre tive minhas opiniões sobre.

Tá que não é como a Irlanda, que eu sempre gostei, mas é uma relação que tem futuro. Pelo menos para mim. Eu gosto de analisar fatos, gosto de ler sobre lendas e mitos, amo dar minhas opiniões. Realmente, História tem muito mais a ver comigo do que qualquer outra matéria humana.

Sempre gostei de Humanidades. Ou melhor dizendo, nunca me dei bem com números, e não vejo com bons olhos decorar centenas de nomes para criar outros tantos. Gosto de saber o significado dos nomes, a origem das coisas. Apesar de História necessitar de datas, eras, tempo contado, ela mesma se dispersa nas suas várias vertentes.

História precisa de datas, mas elas não são precisas. Simplesmente, a Revolução não começou com a Tomada da Bastilha. A URSS não acabou na Reunificação da Alemanha. A Segunda Guerra Mundial não começou com as invasões de Hitler. E daí? Apenas aconteceu.

Confesso que certos livros de História têm uma linguagem carregada e confusa. Latinismos são constantes. Para quê? Não se pode fazer algo mais fluido, de melhor compreensão? Não sei. É o que eu espero descobrir. Espero descobrir porque pessoas são contratadas para falarem de História sem terem uma formação, e outras tantas coisas, que nem mesmo a minha memória se lembra.

Gostaria de escrever sobre História. Dar minha opinião, minha teoria. Retirar parcialismos, mas sem perder a emoção, sem matematizar uma coisa estritamente humana. A História pode ser escrita pelos vencidos, mas onde estaria a versão dos derrotados? O que a História mostra do passado para usarmos no futuro?

Tantas perguntas, poucas respostas, o mundo andando…

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7 Responses to Amor pela História

  1. Lunna says:

    Carissima, bom dia, fiquei lendo seu post e lembrando aqui das histórias que ouvia de meu avô materno. Ele foi filho de escravo e minha ligação com o Brasil começa justamente aí. O nhô Candido (bisavô) veio pra cá num navio negreiro e alcançou a liberdade quando já tinha mais de oitenta anos, mãos cansadas e um desgaste desumano graças aos trabalhos forçados. Mas ele tinha a simpatia do seu senhor (isso é tão estranho de dizer). E seus filhos nasceram livres graças a isso. Lembro de ouvir meu avô contar essa história milhares de vezes, eu pouco entendia porque ele falava um português quase incompreensível pra mim.
    Enfim, essa história não vai para livros e acho que a maioria das histórias não vão e são histórias e contam muito de um país e de uma nação.
    O que se pode aprender sobre um país, um estado ou cidade não está nos livros e sim na mente humana que nem sempre consegue editar tudo isso.
    Acho válido o curso de história, mas também acho vago, disperso. Há de se encontrar um equilíbrio natural em todos os fatos e daqui (meio distante ultimamente) torço para que consigas.
    Beijos

    Ps. Vá até o final, viu?rs

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