Aquele pôr-do-sol. Aquele belo pôr-do-sol. Não havia tarde, nem manhã; era eu, o belo pôr-do-sol, e ele. Sim, aquele que me assombra a memória eu já o amei…
Estávamos em um penhasco observando o pôr-do-sol. Nosso último pôr-do-sol juntos. Abraçados estávamos, com as pernas pendentes ao nada.
Atrás de mim estava quem me abraçava, me amava, me protegia. Apertava-me com tanto carinho e fervor, como se soubesse que iríamos nos perder. Seu rosto colado ao meu, sussurando doces palavras que se perdiam no nada de minha mente. Estava inconsciente.
Tudo era silêncio. Silêncio mortal. A lua se mostrou vermelha, depois alaranjada. As estrelas apareciam aos poucos; e quando o sol sumiu, a lua se mostrou acinzentada.
