Eu, a Borboleta Amarela.
Ainda choro, ainda vivo.
Eu, o Vento frio.
Eu, a onda no Oceano.
Seria eu uma Rainha?
Ou apenas a Sonhadora?
Olhar pela janela num dia de chuva é como se eu olhasse no espelho. Eu sou a Chuva, eu sou fria e cruel com quem não me ama. Sou frágil, sou instável, insegura, escondida em algum lugar, sob alguma máscara.
Escondo-me na profundezas de mim mesma, indo aos lugares mais baixos e mais sombrios, com uma pequena luz para me iluminar. Preciso de Luz, preciso de Sombra, preciso de mim em totalidade, dispersa por aí pelo vento e pela água.
Olhar para o mar à noite é como se eu olhasse pro espelho. Ver as ondas irem e voltar, o mar se revoltar diante de mim e me levar para qualquer lugar. Preciso de movimento, preciso de segurança, preciso dos contrários em mim.
